terça-feira, 27 de setembro de 2016

Quietude

Não tenha Medo

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

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A ORAÇÃO MODELO

A oração-modelo, 12 de Setembro

Portanto, vós orareis assim: Pai nosso, que estás nos Céus, santificado seja o Teu nome; venha o Teu reino, faça-se a Tua vontade, assim na Terra como no Céu; o Pão nosso de cada dia dá-nos hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal; pois Teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém. Mateus 6:9-12. PC 257.4

Esta manhã minha oração ao Senhor é que me conceda Sua copiosa graça. Jamais desejo começar o dia sem receber prova especial de que o Senhor Jesus é meu Ajudador, e de que possuo a abundante graça que é meu privilégio receber. PC 258.1

Em minhas devoções matinais tenho considerado privilégio rematar minha petição com a oração que Cristo ensinou aos Seus discípulos. Tantas são as coisas de que de fato careço para satisfazer as necessidades de meu próprio caso, que às vezes receio pedir mal; quando, porém, com sinceridade faço a oração-modelo que Cristo deu aos discípulos, não posso deixar de sentir que, nessas poucas palavras, todas as minhas necessidades se acham incluídas. Essa prece faço depois de haver feito minha oração particular. Se de coração, espírito e alma faço a oração do Senhor, posso então dedicar-me em paz ao meu trabalho, sabendo que não pedi mal. ... PC 258.2

Os escribas e fariseus muitas vezes faziam suas orações em praça pública e nas ruas das cidades. Cristo lhes chamou hipócritas. Em todos os tempos têm os homens orado com o desejo de “serem vistos pelos homens.” Mateus 6:5. Quando Cristo vê em Seus discípulos erros que são susceptíveis de os desencaminhar, sempre os instrui no caminho certo. Não faz uma advertência sem dar também uma instrutiva lição, mostrando como remediar o erro. Depois de dizer aos discípulos que em suas preces não usassem “vãs repetições” (Mateus 6:7), deu-lhes bondosa e misericordiosamente uma breve oração-modelo, para que soubessem como fazer para não imitar as orações dos fariseus. Ao dar essa oração, sabia Ele que estava ajudando a fraqueza humana, estruturando em palavras aquilo que compreende todas as necessidades dos homens. “Não sabemos o que havemos de pedir como convém” (Romanos 8:26); a instrução de Cristo para nós, entretanto, é clara e definida. — Manuscrito 146, 1902. PC 258.3

quinta-feira, 6 de agosto de 2009

EU SEI EM QUEM TENHO CRIDO

Em 1915, com 87 anos de idade, Ellen G. White faleceu em sua casa, em Elmshaven, Deer Park, Califórnia. As últimas palavras registradas como tendo sido proferidas por essa serva de Deus foram: “Eu sei em quem tenho crido.”

Quão bem conhecemos nós o Deus em quem cremos? A pergunta é importante e muito pessoal. Creio que podemos conhecer a Deus, mas conhecer a Deus não significa que nós O compreendemos. Ter um profundo conhecimento pessoal de Deus significa que nos sentimos seguros em Sua presença e buscamos Sua companhia. Deixe-me falar sobre três coisas que cheguei a conhecer de Deus por meio de minha própria experiência.

Deus é meu Criador

Primeiro, eu conheço a Deus como meu Criador. A criação é um evento estranho, incomum e maravilhoso. A própria Bíblia admite isso. Ele fez o mundo por Sua palavra. Nós não podemos fazer o mesmo. A criação é um milagre. Ela aparece diante de nossos olhos já na primeira página da Bíblia e sem qualquer introdução. Assim ela é mostrada no Livro Santo: “No princípio criou Deus.” Não admira que muitos, mesmo alguns cristãos, têm dificuldade de aceitar a criação como o meio de feitura do mundo e de tudo o que há nele. Há, de fato, muitas interrogações.

Para ajudar a responder algumas dessas perguntas, nossa igreja criou o Geoscience Research Institute (“Instituto de Pesquisa Geocientífica”). Já participei de duas viagens de estudo de campo. Elas foram agradáveis e informativas. Todavia, trataram principalmente das evidências de uma catástrofe grande e terrível — o dilúvio. Entre as palestras, porém, eu tirava um tempo para contemplar o mundo de Deus — o mar em baixo e as estrelas em cima. Comecei a me sentir seguro na presença do meu Criador e a procurar Sua companhia mais intensamente do que antes.

Observe ainda outra história da criação, desta vez sob a perspectiva de uma criança. Em Salmo 8:1-5, duas pessoas estão conversando — um pai ou mãe e uma criança. Talvez fosse o próprio salmista, o rei Davi, e um de seus filhos, Absalão ou Salomão. Eles estavam caminhando, certa noite, pela cobertura do palácio. Olhando para cima, o filho pergunta: “Pai, quantas estrelas cintilantes existem? E, papai, quem as pôs lá? Veja, uma está caindo!” Foi nesse momento que o salmista escreveu: “Dos lábios das crianças e dos recém-nascidos suscitaste louvor” (NVI, nota de margem). E ainda: “Quando contemplo os Teus céus, obra dos Teus dedos, a lua e as estrelas que ali firmaste, pergunto: Que é o homem, para que com ele Te importes?” (NVI). Note a expressão “obra dos Teus dedos.” Para o salmista, a obra criadora de Deus é tão simples quanto o trabalho de um dedo; simples quanto uma brincadeira de criança!

As crianças conhecem a Deus instintivamente porque têm olhos grandes e curiosos que estão sempre observando. Elas sabem o que significa estar seguro na presença de seus pais, se elas realmente têm bons pais. Portanto, elas nos ensinam como nos sentir seguros na presença de Deus e como procurar Sua companhia.

Você pode pensar, porém, que isso é muito simplista. Não somos mais crianças. Como podemos conhecer nosso Criador sem primeiro resolver todas as questões acerca do mundo que Ele criou — questões acerca dos fósseis primatas encontrados na África, das eras do gelo na Escandinávia, da coluna geológica, dos dinossauros e assim por diante?.

Concordo que essas questões são difíceis e, francamente falando, eu não tenho encontrado respostas satisfatórias a todas elas. Mas então me lembro do Salmo 8 e penso numa criança parada na esquina, esperando para cruzar uma rua de tráfego intenso. Ela estende o braço, apega-se à mão de seu pai e então se sente segura. É assim que eu me relaciono com meu Criador. É claro que há questões e problemas. Há mistérios no mundo. Mas quando tomamos Sua mão, sentimo-nos seguros.

Quando conhecemos a Deus desse modo, confessamos sem hesitação ou reserva: Creio em Deus Pai, o Todo-Poderoso, Criador dos céus e da Terra. Eu sei em quem tenho crido. Sinto-me seguro na presença de meu Criador e busco Sua companhia.

A vontade de Deus para minha vida

Segundo, eu conheço a Deus pela aceitação de Sua vontade para minha vida.

A vontade de Deus para nós é nosso bem-estar e a vontade divina está revelada em Sua lei. Isso também pode parecer muito simples; apesar disso, a vontade de Deus é uma coisa estranha para muitas pessoas. Para alguns de nós, a vontade de Deus é estrita, opressiva, legalista, dura e crítica. Por essa razão, até mesmo alguns cristãos não buscam conhecer seriamente a vontade de Deus e obedecê-la seriamente. Em vez disso, eles tentam evitá-la e assim seguir a própria vontade.

Dentro da curta história da Igreja Adventista do Sétimo Dia, vejo duas fases distintas em nosso ensino com relação à vontade de Deus e Sua lei.

Fase um: Logo no início, sem querer, conseguimos afastar muitas pessoas da vontade de Deus expressa em Sua lei. Ellen White falou dessa ênfase errada em 1888, quando nos instruiu acerca do relacionamento entre lei e graça. A princípio, ouvimos e mudamos, mas então nos esquecemos do que havíamos aprendido.

Falávamos da lei de Deus da mesma forma como da vinda do juízo de Deus, intimidando assim nossos ouvintes. Alguns de meus alunos costumavam dizer: “Se no juízo Deus vai levar em consideração meus pecados contra Sua lei, então eu não vou conseguir. Desisto. Eu não quero nem ouvir mais sobre a lei de Deus.” Minha tarefa era mudar o seu pensamento.

Fase dois: Cerca do final do século vinte, como adventistas, começamos outra vez a enfatizar a graça de Deus e a justiça pela fé. Ensinamos corretamente que a graça precede a tudo o mais em nosso relacionamento com Deus, e uma vez que a aceitemos, nós O conheceremos e também Sua vontade para nós. Mas, essa descoberta maravilhosa não restabeleceu a lei de Deus como guia em nossas vidas. Na verdade, parece que a lei de Deus é mencionada hoje em dia muito menos do que antes, mas por razões diferentes — não porque tenhamos medo dela, mas porque nós a deixamos de lado e ignoramos seu valor.

Pensando em tudo isso, cheguei a duas conclusões. Primeira: em todas as passagens que falam do juízo, especialmente nos escritos dos profetas, Deus não julga Seu povo por ter falhado em obedecer a Sua lei, mas por ter falhado em permanecer leal à Sua aliança. Miquéias 6:6-8 fala do fracasso de Israel e então passa a enumerar as muitas maneiras pelas quais Israel poderia haver sido mais obediente. “Deveríamos nós oferecer mais ofertas queimadas, óleo e sacrifícios?”, perguntou o povo. “Não!” Foi a resposta do Senhor. “Eu apenas peço três coisas (v. 8): pratiquem a justiça, amem a fidelidade e sejam humildes, ou seja, sejam leais para comigo.” É isso o que Deus quer.

Assim eu explicava aos meus alunos que o Juízo é um importante ensino da Bíblia, mas quando nossos nomes forem passados na corte celestial, aquilo que Deus irá perguntar não é quão bons, mas quão leais temos sido. É isso o que realmente mais importa para Deus. Na verdade, não são os nossos pecados que nos deixam numa situação difícil no Juízo, mas o desdém pela corte é que nos põe em risco diante dEle. Quanto aos nossos pecados, Deus sabe que pecamos, mas Ele tem o remédio para o pecado — perdão (Miq. 7:19). Mas o que pode Deus fazer com relação à deslealdade de nossa parte? O que pode Ele fazer quando Lhe viramos as costas? É isso que importa no Juízo. Voltamos-Lhe as costas em sinal de desrespeito para com a corte, ou vimos nós corajosamente perante Seu trono em busca de aceitação e perdão por meio de Jesus Cristo, nosso Amigo e Advogado? É isso o que significa lealdade no julgamento.

Minha segunda conclusão é que a lei de Deus se destina a mostrar-nos como agir e viver com mais responsabilidade. A lei de Deus consiste em dez mandamentos divididos em duas tábuas. Vamos começar pela parte mais fácil, a segunda tábua, que ensina como nos relacionarmos com os outros. Não cobice aquilo que pertence a outro; esteja satisfeito com o que você tem. Não minta para o seu próximo; diga-lhe a verdade. Não tome para si aquilo que é dos outros. Respeite a esposa de seu amigo; não cometa adultério. Não mate ninguém; você não deve tirar a vida dos outros. “Mas, como podemos aprender a viver em harmonia com essas exigentes proibições?”, podemos perguntar. A resposta está no mandamento positivo da segunda tábua, o qual aponta para o cerne de todos os relacionamentos: honre seu pai e sua mãe. É aqui que tudo começa, em casa com pai, mãe e filhos. Se as coisas vão bem em casa, então elas vão bem na vizinhança, no país e no mundo. A vontade de Deus não é nenhum mistério, nem algo que cause medo. Ela começa por um bom e seguro lar.

Mas, perguntamos: Quem nos deu esses princípios e porque deveríamos atentar para eles? A resposta é encontrada na primeira tábua — os quatro mandamentos que tratam de nosso relacionamento com Deus. O Autor desses mandamentos não é qualquer um. Eles vêm de Deus e representam Sua vontade. Quem é esse Deus? Não podemos vê-Lo ou sequer fazer uma imagem dEle. Bem, será que posso falar com Ele? Sim, de alguma forma, em oração e meditação, mas não usando Seu nome de modo leviano. O que então devemos fazer para conhecermos esse Deus e Sua vontade? Isso nos leva ao mandamento positivo correspondente situado na primeira tábua, o quarto. Ele contém a surpreendente mensagem: o Doador da lei, que estabeleceu esses elevados padrões éticos para nós e que exige tanto de nós, começa oferecendo-nos uma dádiva — um dia à parte, um tempo sagrado, um tempo de repouso. Esse é o dia no qual aprendemos a conhecer a Deus na segurança de Sua presença. Uma vez que captemos o profundo significado do quarto mandamento, todas as questões anteriores são resolvidas. Nós O conhecemos ao sentir-nos seguros em Sua presença e ao Lhe buscarmos a companhia no Seu dia (Isa. 58:13-14).

Deus Me Ama

Terceiro, eu conheço a Deus porque Ele me ama.

“Porque Deus tanto amou o mundo que deu o Seu Filho Unigênito, para que todo o que nEle crer não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16, NVI). Quando jovem, impressionava-me muito saber que nosso Senhor e Salvador teria dado Sua vida mesmo por um único pecador. Além disso, Paulo diz que até podemos entender se alguém estiver disposto a morrer por um amigo, mas Cristo deu Sua vida por nós quando ainda éramos inimigos (Rom. 5:7-8). Temos de pensar com bastante cuidado na palavra amor, especialmente porque ela expressa a terceira dimensão de nosso conhecimento de Deus.

Antes de tudo, o amor de Deus não é motivado por emoções ou paixões. Seu amor é um princípio. É isso que precisamos saber acerca dEle e quando alcançamos esse conhecimento sentimo-nos seguros em Sua presença e buscamos Sua companhia. Ou seja, amamos a Deus da mesma maneira. Alguns cristãos desenvolvem um relacionamento de amor meramente emocional, passional, com Deus. Nossos jovens, e até mesmo crianças, são às vezes enredados pela crença de que o cristianismo é simplesmente uma questão do coração. “Dê seu coração a Jesus”, nós os ensinamos desde a mais tenra idade. Mas, permanecerá forte e constante o seu amor para com Deus à medida que eles crescerem?

Uma das experiências mais tristes que tive é ver um jovem e um não tão jovem cristão substituir seu apaixonado amor por Deus, por uma certa aversão a tudo aquilo que é religioso e cristão. O profeta Oséias também fala dessa experiência quando se queixa de que o amor de Israel é como o orvalho da manhã. Evapora diante dos primeiros raios de Sol (Oséias 6:4). Então, a fim de explicar o generoso amor de Deus, o profeta introduz uma palavra especial para amor, hesed, que significa amor baseado em princípio. Hesed poderia ser traduzido como “amor que perdura”, “amor que guarda a aliança,” ou “amor eterno.”

Todos temos algo a aprender sobre o amor de Deus. Ele nos ama por princípio, mas, diferente do nosso, Seu amor nunca perde a intensidade. Ele sempre permanece forte e cálido. Deus é Alguém que nos ama sempre. Ele é Alguém cujo amor é firme, não importando as circunstâncias. Ele é Alguém que ama mui diferentemente do modo como o mais amoroso entre nós o faria.

É isso o que Jesus nos explicou na parábola do filho pródigo que voltou para o seu pai, mãe e irmão (Luc. 15). Rembrandt, pintor holandês, retratou essa cena num famoso quadro que se encontra no Museu Nacional do Eremita, em São Petersburgo, Rússia. O teólogo Henri Nouwen escreveu um livro sobre essa pintura do filho rebelde que finalmente retorna para casa. O ponto central na parábola, tanto na pintura quanto no livro, é que, contrariando todas as expectativas, Deus o Pai amou a esse jovem com um amor de mãe e com um amor de pai. Esse ponto incomum está implícito na parábola de Jesus onde ambos — pai e mãe — fazem algo para demonstrar seu amor ao filho que volta ao lar. O pai veste o filho com um manto e a mãe lhe prepara um banquete. Isso é mostrado claramente na pintura de Rembrandt e na interpretação de Nouwen. Rembrandt pintou as mãos do pai nos ombros do filho — uma reproduz a mão forte de um homem e outra se parece com a mão gentil de uma mulher. E colocou a figura de uma mulher mais ao fundo para indicar que ela também estava ali. É desse modo que Deus ama a todos os Seus filhos hoje. Ele ama a você e a mim, não importa a idade, o sexo, a raça, a religião ou a procedência geográfica. Todos nós somos Seus filhos!

Nos momentos difíceis não é fácil manter em nossa mente o conhecimento de Deus com nitidez. Mas, precisamos estar sempre centrados nele. Nos tempos de calamitosa destruição e catástrofe, à medida que este mundo ruma para o seu final, precisamos ter a certeza de que Ele é o nosso Criador e o Criador do mundo todo. Quando a lei e a ordem parecem não mais existir, os injustos são arrogantes e os inimigos de Deus pecam a olhos vistos, precisamos conhecer a vontade de Deus e Suas exigências éticas, porquanto apenas elas podem trazer paz à nossa vida, família e sociedade. Quando o amor se transforma em ódio ou se torna irrelevante por omissão ou descuido, e aqueles com quem nos relacionamos se tornam nossos inimigos, precisamos conhecer o Deus que ama sempre e incondicionalmente a todos os Seus filhos. O amor de Deus é incondicional. Creio que é isso o que Ellen White tinha em mente quando pronunciou suas últimas palavras: “Eu sei em quem tenho crido.”


Niels-Erik Andreasen (Ph.D., Universidade Vanderbilt) é o presidente da Universidade Andrews. Este artigo está baseado num sermão devocional pregado durante o recente Concílio Anual da Associação Geral dos Adventistas do Sétimo Dia. Seu endereço: Andrews University, Berrien Springs, Michigan 49104, USA.


quarta-feira, 29 de julho de 2009

JESUS VIRÁ BUSCAR VOCE

Depois de anos de maus tratos, Armado Valladares tornou-se apenas uma sombra desfigurada do homem que já tinha sido um dia. Ele estava cumprindo uma pena de 30 anos em uma das prisões do Comandante Castro por ter orado na igreja no dia de Natal. Os guardas da prisão maltrataram, torturaram e humilharam aquele homem, mas ele se recusou a negar a sua fé.

Algo fez com que ele continuasse firme: uma promessa feita a uma jovem de nome Marta. Eles haviam se encontrado e se apaixonado enquanto ele estava na prisão. Ela ficou profundamente atraída à fé que ele demonstrava. Pouco tempo depois do casal se unir pela cerimônia civil num dos pátios da prisão, Marta foi forçada a imigrar para Miami, nos Estados Unidos.

Essa separação foi muito dolorosa para ambos. Mas Armando cuidou de enviar secretamente uma promessa para sua amada. Num pequeno pedaço de papel de rascunho, ele escreveu sua promessa: "Eu vou até você. As baionetas no horizonte atrás de mim não serão mais importantes que isso".

Esse prisioneiro decidiu que de alguma maneira, ele e Marta fariam seus votos numa igreja, diante de Deus. Algum dia sua união seria completa. "Você está sempre comigo", ele lhe disse.

A promessa de Armando fez com que ele continuasse firme durante todos os anos de maus tratos que teriam destruído o espírito de maioria dos homens. E também serviu para animar Marta. Ela trabalhou ininterruptamente para levar a opinião pública a conhecer a terrível situação de seu marido. Ela nunca desistiu de esperar.

1. A PROMESSA

De vez em quando, somos tentados a nos perguntar se será realmente possível que Cristo descerá do céu azul acima de nós para nos reunir. Estamos separados a tanto tempo. Tal final feliz para a longa e trágica história da terra pode parecer boa demais para ser verdade. Contudo, há uma coisa que pode manter a esperança viva em nosso coração. O segredo é a promessa feita por Jesus de que voltaria. Pouco antes de deixar Seus discípulos e subir ao céu, Jesus fez essa promessa:

"Não se perturbe o coração de vocês. Creiam em Deus; creiam também em mim. Na casa de meu Pai há muitos aposentos; se não fosse assim, eu lhes teria dito. Vou preparar-lhes lugar. E se eu for, e vos preparar lugar, VOLTAREI e os levarei para mim, para que vocês estejam onde eu estiver". João 14:1-3 (A não ser quando indicado, todos os textos bíblicos da série DESCOBERTAS BÍBLICAS são da Nova Versão Internacional da Bíblia [NVI].).

Antes de Jesus subir aos céus, Ele assegurou a Seus discípulos: "VOLTAREI!" Ele prometeu voltar e levar todos os que confiam nEle para um lugar especial que tem preparado para nós. As Escrituras falam da Sua segunda vinda aproximadamente 2.500 vezes. O fato de que Jesus está voltando ao mundo uma segunda vez é tão certo quanto foi real a Sua vida nessa terra há cerca de dois mil anos atrás.

Muito tempo antes de Jesus aparecer, Deus prometeu que um Messias viria, e Ele seria um Libertador que levaria sobre Si nossas iniqüidades e proveria perdão para o pecado humano. Essa promessa parecia muito boa para ser verdade para muitas pessoas que viviam no mundo antigo e enfrentavam as durezas da vida. No entanto, Jesus veio e morreu numa cruz. A promessa se tornou realidade mais gloriosamente do que as pessoas imaginavam que fosse possível. Sua promessa de voltar também se tornará realidade. Podemos confiar na promessa de Jesus baseada em Seu amor por nós, de que vai voltar e reunir aqueles por quem teve que pagar um preço infinito.

Durante seu aprisionamento, Armando continuou a "contrabandear" poemas, mensagens e desenhos para Marta. Por sua vez, ela procurou publicar alguns desses escritos. Sua eloqüência atraiu a atenção do mundo. Os governos começaram a pressionar Castro para que libertasse os prisioneiros presos por motivos de consciência. O presidente francês interviu e, finalmente, em outubro de 1982, Armando foi colocado num avião que seguiu para Paris. Ele não ousava crer que finalmente estava livre - nem mesmo quando o avião tocou o solo francês. Mas então, depois de duas décadas de sofrimento, anseios e espera, Armando correu para os braços de Marta.

Alguns meses mais tarde, um casal muito feliz se apresentava numa igreja em Miami e repetiam seus votos. Finalmente sua união estava completa. A promessa foi cumprida: "Eu vou até você".

Dá para imaginar que reunião maravilhosa será aquela quando finalmente formos capazes de ver a Cristo face a face? Sua aparência gloriosa irá ofuscar todos os nossos sofrimentos e frustrações, e irá exterminar toda a dor que temos guardado no fundo de nosso coração. A volta de Jesus irá cumprir nossos anseios mais profundos e nossas mais entusiásticas expectativas. Entraremos numa eternidade de união íntima e pessoal com a personalidade mais maravilhosa que existe no Universo.

Jesus em breve virá! Está você ansiando esse dia?

2. COMO SERÁ A VINDA DE JESUS?

(1) JESUS VIRÁ SECRETAMENTE?
"Vejam que eu [Jesus] os avisei antecipadamente. Assim, se alguém lhes disser: 'Ele está lá, no deserto', não saiam; ou 'Ali está ele, dentro da casa!', não acreditem. PORQUE ASSIM COMO O RELÂMPAGO sai do Oriente e SE MOSTRA no Ocidente, ASSIM SERÁ A VINDA DO FILHO DO HOMEM". Mateus 24:25-27

Um relâmpago riscando o céu é visível a grandes distâncias. Da mesma maneira, a volta de Jesus não será algum evento secreto ou subjetivo.

(2) JESUS VOLTARÁ REALMENTE COMO UMA PESSOA?
"E eles [os seguidores de Jesus] ficaram com os olhos fixos no céu enquanto ele [Jesus] subia. De repente surgiram diante deles dois homens vestidos de branco, que lhes disseram: 'Galileus, por que vocês estão olhando para o céu? ESSE MESMO JESUS, que dentre vocês foi ELEVADO PARA O CÉU, VOLTARÁ DA MESMA FORMA como o viram subir". Atos 1:10, 11

No dia em que deixou nosso mundo, os anjos asseguraram a Seus discípulos que o "mesmo Jesus" levado ao céu - não outra pessoa - voltaria da mesma forma, mas agora como Rei dos Reis. O mesmo Jesus que curou os doentes e abriu os olhos dos cegos. O mesmo Jesus que falou gentilmente à mulher em adultério. O mesmo Jesus que enxugou as lágrimas dos que choravam os seus mortos, e que recebeu as crianças em Seu colo. O mesmo Jesus que morreu na cruz do Calvário, descansou no túmulo, e ressuscitou dos mortos do terceiro dia.

(3) SERÁ QUE JESUS VIRÁ DE UMA FORMA QUE POSSAMOS VÊ-LO?
"Eis que ele vem com as nuvens, e TODO O OLHO O VERÁ". Apocalipse 1:7 (primeira parte)

Todos os que estiverem vivos quando Jesus voltar, tantos os justos quanto os ímpios, serão testemunhas de Seu retorno.

Quantos, de acordo com o próprio Jesus, verão a Sua vinda?

"Então aparecerá no céu o sinal do Filho do homem, e TODAS AS NAÇÕES DA TERRA se lamentarão e VERÃO o Filho do Homem vindo nas nuvens de céu com poder e grande glória". Mateus 24:30

Todos os vivos de nosso planeta verão a volta de Jesus.

(4) QUEM ACOMPANHARÁ JESUS QUANDO ELE VIER?
"Quando o Filho do Homem vier em sua glória, com todos os anjos, assentar-se-á em seu trono na glória celestial". Mateus 25:31

Imagine como será ver a Jesus voltando com todo o Seu esplendor, e rodeado por "todos os anjos".

(5) PODEMOS PREDIZER O TEMPO EXATO DA VOLTA DE JESUS?
"Quanto ao dia e à hora ninguém sabe, nem os anjos dos céus, nem o Filho, senão somente o Pai... Assim, vocês também precisam estar preparados, porque o Filho do homem virá numa hora em que vocês menos esperam". Mateus 24:36-44

Todos assistirão a chegada gloriosa de Jesus, mas muitos não estarão preparados para ela. Está você, pessoalmente, preparado para a volta de Jesus?

3. O QUE JESUS FARÁ QUANDO VIER OUTRA VEZ?

(1) JESUS AJUNTARÁ TODOS OS SALVOS (os eleitos)
"E ele enviará os seus anjos com grande som de trombeta, e estes reunirão os seus eleitos dos quatro ventos, de uma a outra extremidade dos céus". Mateus 24:31

Se você tiver permitido que Jesus prepare seu coração e sua vida, você o encontrará com alegria, pois estará encontrando Seu Salvador.

(2) JESUS RESSUSCITARÁ OS JUSTOS QUE MORRERAM
"Pois, dada a ordem, com a voz do arcanjo e o ressoar da trombeta de Deus, o próprio Senhor descerá dos céus, e OS MORTOS EM CRISTO RESSUSCITARÃO PRIMEIRO". I Tessalonicenses 4:16

Jesus desce dos céus com um grito. Sua poderosa voz é ouvida por todo o mundo. Ela abre as sepulturas em cada cemitério e ressuscita milhões de pessoas que aceitaram a Jesus durante as eras. Que dia sensacional será esse!

(3) JESUS TRANSFORMARÁ TODOS OS JUSTOS NA SUA VIDA - não apenas os justos mortos, mas também os que estiverem vivos.
"Depois nós, os que estivermos vivos SEREMOS ARREBATADOS COM ELES nas nuvens, para o encontro com o Senhor nos ares". Verso 17

Para nos preparar para a eternidade, Cristo transforma nossos corpos mortais que são sujeitos à morte em corpos imortais gloriosos.

"Eis que lhes digo um mistério: Nem todos dormiremos, mas TODOS SEREMOS TRANSFORMADOS, num momento, num abrir e fechar de olhos, AO SOM DA ÚLTIMA TROMBETA. Pois a trombeta soará, OS MORTOS RESSUSCITARÃO INCORRUPTÍVEIS e NÓS SEREMOS TRANSFORMADOS. Pois é necessário que aquilo que é corruptível se revista de incorruptibilidade, e aquilo que é imortal, se revista de imortalidade". I Coríntios 15:51-53

Quando Jesus vier, "todos seremos transformados". Pense nisso: não haverá mais artrite, paralisia, ou câncer. Os hospitais serão fechados, e as casas funerárias desaparecerão. Cristo voltou!

(4) JESUS LEVARÁ OS JUSTOS PARA VIVER NO CÉU
O próprio Jesus fez esta promessa: "Virei outra vez e os levarei" para a casa do Meu Pai (ver João 14:1-3). Pedro fala da herança dos redimidos que está "guardada nos céus para vocês" (I Pedro 1:4). Podemos olhar para o futuro e imaginar as maravilhas da cidade de Deus, a Nova Jerusalém, e finalmente ver nosso Pai celestial.

(5) JESUS ELIMINARÁ O MAL E O SOFRIMENTO PARA SEMPRE
Os ímpios - aqueles que rejeitarem persistentemente a misericórdia oferecida por Jesus - estão na verdade se condenando. Ao olharem o rosto de Jesus vindo na direção deles, das nuvens, uma súbita percepção do seu pecado será muito dolorosa de se agüentar; eles clamarão para as montanhas e as rochas: "Caiam sobre nós e escondam-nos da face daquele que está assentado no trono e da ira do Cordeiro!" (Apocalipse 6:16). Eles preferem a morte a terem que encarar a glória maravilhosa de Jesus.

Eles sabem que a voz que agora irrompe pelo céu, já implorou suavemente a eles que aceitassem a graça divina. Aqueles que se perdem nessa louca corrida em busca de dinheiro, prazer ou status, perceberão ali que negligenciaram a única coisa que realmente valia na vida.

Essa é uma revelação esmagadora. Afinal, nenhum deles precisava ter se perdido. O próprio Deus não tem "prazer na morte dos ímpios" (Ezequiel 33:11). Ele não quer "que ninguém pereça, mas que todos cheguem ao arrependimento" (II Pedro 3:9). Jesus implora: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso". (Mateus 11:28). Mas, por incrível que pareça, alguns ainda evitam Seu convite maravilhoso.

4. VOCÊ ESTÁ PREPARADO PARA A VOLTA DE JESUS?

Foi exigido de Jesus um grande preço para que pudesse nos garantir um futuro glorioso com Ele. Foi exigido dEle a Sua vida!

"CRISTO FOI OFERECIDO EM SACRIFÍCIO UMA ÚNICA VEZ, para tirar os pecados de muitos; e APARECERÁ SEGUNDA VEZ, não para tirar o pecado, mas para trazer salvação aos que O aguardam". Hebreus 9:28

O Salvador que morreu na cruz para nos purificar do pecado "aparecerá uma segunda vez" e trará "salvação aos que O aguardam". Cristo Se sacrificou a fim de oferecer salvação a cada um de nós. Mas, se não houvesse a Segunda Vinda, a cruz teria falhado. Cristo deseja nos dar um lar eternamente seguro com Ele. Para que isso aconteça, devemos permitir que Ele governe nosso coração como Salvador e Senhor agora mesmo.

Na manhã do dia 16 de agosto de 1945, no Norte da China, um menino passou correndo por um pátio de um campo de prisioneiros, gritando que tinha visto um avião no céu. Todos os prisioneiros que ainda tinha forças correram para fora e olharam para cima. Esses homens e mulheres tinham sofrido durante anos com o isolamento, a privação e a ansiedade, aprisionados pelos japoneses como cidadãos de nações inimigas. Para muitos, apenas uma coisa os mantivera espiritualmente vivos: a esperança de que algum dia a guerra terminaria.

Algo parecido com um choque elétrico passou por aquele grupo de 1.500 sobreviventes ao perceberem que esse avião poderia estar vindo para LHES BUSCAR. À medida que o barulho da aeronave ia se tornando mais alto, alguém gritou: "Vejam, há uma BANDEIRA AMERICANA pintada na lateral do avião!". Então, num ânimo indescritível, várias vozes gritaram: "Vejam, eles estão acenando para nós! Eles sabem quem somos. Estão vindo para nos buscar".

Nesse momento, o entusiasmo era maior do que esses maltrapilhos, fracos e saudosos sobreviventes podiam suportar. Um pandemônio instalou-se. As pessoas começaram a correr em círculos, gritar o mais alto que podiam, agitando os braços e chorando.

Repentinamente, a multidão parou e olhou em silêncio. A parte de baixo da aeronave subitamente se abriu e os homens começaram a se jogar de os pára-quedas. As pessoas que vinham para resgatá-los, não viriam simplesmente em algum dia no futuro; eles estavam vindo naquele momento, para estar no meio deles IMEDIATAMENTE!

A multidão se dirigiu para o portão daquela prisão. Ninguém parou para pensar nas armas apontadas para eles pelos vigias das torres. Depois de anos de frustração e solidão, nada mais importava. Eles arrebentaram o portão e correram para onde os pára-quedistas tinham pousado.

Logo, aquela multidão de gente se virou e voltou para a prisão - com os soldados nos ombros. O comandante da prisão se entregou sem lutar. A guerra estava realmente acabada. A liberdade tinha chegado. O mundo estava renovado!

Logo, NOSSO Deus, NOSSO Salvador, descerá nas nuvens dos céus para nos resgatar. A longa história de horror da crueldade humana para com seus irmãos chegará ao fim. Haverá júbilo naquele dia, gritos de alegria ao finalmente entendermos: "Ele está se aproximando; já posso ver os anjos tocando suas trombetas". O som vai ficando mais e mais alto; a nuvem vai ficando mais brilhante, até quase não conseguirmos mais suportar. Mas, não conseguiremos parar de olhar até percebermos: "Ele está me vendo. Ele sabe quem eu sou". E então, saberemos com grande alegria: "Esse é o meu Deus. Ele está vindo me buscar, não algum dia, mas hoje, agora mesmo!".

Está você pronto para receber o Rei em toda Sua glória? Se não, por favor, convide Jesus a entrar pessoalmente em sua vida e tomar conta dela. Assim como a volta de Jesus a esse mundo irá solucionar os problemas que existem nele, a entrada de Jesus em seu coração ajudará você a lidar com seus problemas diários no presente. O maior Solucionador de Problemas pode libertar você da culpa e do peso do pecado, e lhe dar a vida eterna.

A entrada de Jesus em Sua vida pode mudá-la drasticamente, assim como a volta de Jesus transformará perpetuamente nosso mundo. Você pode depender de Jesus. Ele vai preparar você para Sua volta e lhe dará a maravilhosa certeza de que há uma vida de felicidade eterna esperando por você.

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segunda-feira, 27 de julho de 2009

REFLETINDO A IMAGEM DE JESUS

Aquele que diz que permanece nEle, esse deve também andar assim como Ele andou. 1 João 2:6

Que sublime amor e condescendência, que quando não tínhamos direito à misericórdia divina, Cristo esteve disposto a assegurar a nossa redenção! Mas nosso grande Médico requer de toda pessoa submissão incondicional. Jamais devemos prescrever nosso próprio caso. Cristo deve ter completo domínio sobre a vontade e as ações; caso contrário, Ele não Se comprometerá em nosso favor.

Muitos não são sensíveis à própria condição e perigo, e há muito na natureza e procedimento da obra de Cristo que é avesso a cada princípio mundano, e oposto ao orgulho do coração humano. [...] Poderemos lisonjear-nos, assim como fez Nicodemos, de que nosso caráter moral tem sido correto e de que não precisamos humilhar-nos diante de Deus como o pecador comum. Temos, porém, de estar dispostos a entrar na vida do mesmo modo que o principal dos pecadores. Não devemos confiar em nossa própria justiça, mas depender da justiça de Cristo. Ele é nossa força e nossa esperança.

A fé genuína é acompanhada de amor – amor que é manifesto no lar, na sociedade e em todos os relacionamentos da vida – amor que afasta as dificuldades e nos eleva acima das desagradáveis ninharias que Satanás coloca em nosso caminho para nos aborrecer. A fé genuína é seguida pelo amor, e o amor pela obediência. Todas as energias e paixões da pessoa convertida são postas sob o controle de Cristo. Seu Espírito é um poder renovador, transformando à imagem divina todos os que O receberem.

Tornar-se discípulo de Cristo é negar o próprio eu e seguir a Jesus tanto nas más como nas boas circunstâncias. É fechar a porta para o orgulho, a inveja, a dúvida e outros pecados [...]

Jesus é um padrão completo e perfeito para a humanidade. Ele propõe tornar-nos semelhantes a Si mesmo: leais a todo propósito, sentimento e pensamento, retos de coração, espírito e vida. O homem que mais acalenta o amor de Cristo em seu coração, que reflete a imagem do Salvador mais perfeitamente, é, à vista de Deus, o mais verdadeiro, nobre e honrado sobre a Terra. Mas aqueles que não têm o Espírito de Cristo, “não são Seus” (ST, 14/7/1887).